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SOBRE A CIDADE

 Abençoado por Deus, privilegiado pela natureza, protegido pela Serra Nacional dos Órgãos e banhado por cachoeiras, o município de Magé completou, em 9 de junho de 2009, 444 anos de uma história que começou a ser contada em 1565, quando o português Cristóvão de Barros recebeu a doação de uma sesmaria na região. O processo de povoamento, no entanto, foi iniciado em 1566, com a chegada de Cristóvão de Barros ao Rio de Janeiro, processando a cultura de cana-de-açúcar e a sua industrialização, instalando um engenho nas margens do Rio Magé, hoje bairro da Piedade.

Em 1643 começou a surgir uma outra localidade, denominada Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba, onde, em 1854, o empreendedor Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, inaugurou a primeira ferrovia do Brasil, um trecho de 14 quilômetros, ligando a localidade ao pé da Serra da Estrela. Essas duas localidades foram elevadas à categoria de Freguesia em 18 de janeiro de 1696 (Magepe-mirim) e em 14 de dezembro de 1755 (Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba)
Parte importante da história do país, Magé teve ainda, até 1888, o porto mais movimentado do Brasil Colônia, o Porto da Estrela, localizado na Vila Estrela, pelo qual escoavam para Portugal os tesouros arrancados das Minas Gerais, que eram ligadas ao hoje município de Magé pelo Caminho das Pedras, primeira estrada entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, aberta em 1726 pelo desbravador Bernardo de Proença.
Magé tornou-se Cidade no dia 2 de outubro de 1857, por decreto emitido pelo Conselheiro Tolentino, por ordem do Imperador Dom Pedro II.

O município passou então a ter seis distritos: Centro, Santo Aleixo, Guapimirim, Suruí, Mauá e Vila Inhomirim (formado pelas localidades de Piabetá, Fragoso e Raiz da Serra) . Entretanto, em 1990, Magé perdeu o seu terceiro distrito, Guapimirim, que conquistou sua emancipação político-administrativa.

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Com uma extensão territorial de 376 quilômetros quadrados, Magé tem pontos de rara beleza natural. Em Santo Aleixo, por exemplo, o visitante desfruta de maravilhosas cachoeiras, quedas d’água e piscinas naturais formadas pela correnteza das águas do Rio das Pedras, que começa no Dedo de Deus e corta toda a localidade de Santo Aleixo, onde os poços do Tamanqueiro e Monjolo são destaques.

Em Piabetá, na localidade de Rio do Ouro, está a Cachoeira do Véu da Noiva e em Suruí, no quarto distrito, os adeptos do turismo ecológico podem fazer um belo passeio pelo rio que dá nome ao lugar, com seus manguezais ricos em fauna e flora.

  

O patrimônio histórico do município de Magé é compreendido por igrejas seculares, como a Matriz de Nossa Senhora da Piedade, cuja construção foi concluída em 1747, as igrejas de Nossa Senhora dos Remédios, Nossa Senhora da Guia e São Francisco de Croará (Mauá) e São Nicolau (em Suruí).

 

 

Outro ponto importante e de grande visitação pública é o Poço Bento, localizado no bairro Piedade. Conta a história, que em 1566, o padre jesuíta José de Anchieta, aportando na Praia da Piedade, deparou-se com o poço de águas salobras, impróprias para o consumo da população. Essas águas foram benzidas pelo religioso e desde então o poço passou a ser milagroso.

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